sexta-feira, maio 03, 2013


Tudo acabou aquela noite. Todo o amor e devoção, toda intensidade foi sentida nela. Foi como se nunca pudesse ter fim. Mas teve. Que tola eu fui, achei que não seria uma despedida, achei que o amor prevaleceria, achei que haveria a chance de tudo ser diferente a partir dali, mas não foi um recomeço. Tudo aquilo foi a mais linda prova de amor que já existiu e a mais dolorosa despedida.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Suicídio na sala de estar.

Vem e me rouba o sossego,
 Rouba todas as minhas forças e ainda assim eu não me importo,
 Não resisto.

Tola! 
Não existem príncipes ou princesas, 
Ninguém te salvará das garras da bruxa,
Todos querem apenas o que te resta de luz.

Eu temo a escuridão,
Mas nos meus pulsos e olhos se vê o negro
Que envolve-me a aura.

Sob os meus pés não há chão,
Acima de mim, pouco espaço;

Estou entre a mesa e o aparador,
A alguns centímetros do teto.


Sinto meu peso e aos poucos meu corpo padece,
Meus olhos mal posso abrir;
Tenho medo que Deus me renegue.

Estou pendendo no teto,
Para lá e para cá, devagar;
Estou morrendo aos poucos,
Enforcada, na sala de estar.
         Abril de 2012.

domingo, abril 08, 2012

Não crês.

Não crês nas minhas juras,
Será que não vês que assim me matas?
Não crês nas minhas juras,
Ou iludes meu coração?

Nunca antes quis tanto alguém como a ti,
Ó, Anjo meu, por que não crês em mim?
Será que não vês que assim me matas?
Ou iludes meu coração?

Será que mentes durante todo o tempo?
Cumprirás então o que me prometes?
Eu serei fiel as minhas juras,
Mas, tu, serás?

Creia então que minhas lágrimas
Tem sido somente por ti,
Porque quero-te bem,
Quero-te sempre feliz.

Não crês nas minhas juras,
Será que não vês que assim me matas?
Não crês nas minhas juras,
Ou iludes meu coração?
                                    27-03-2012