sábado, setembro 04, 2010

Privo-te de mim.



E mais que nunca eu preciso de você,
mas a dor não me permite admitir, meu medo de perder torna-se meu consolo,
torna-se minha segurança, e se as coisas não forem tão simples assim, se eu tentar e errar,
se eu jogar e perder, e se eu me tornar mais uma peça do seu jogo.

Meus olhos marejados não me permitem o erro, minhas lágrimas que eu achava escassas enchem meu rosto de súbito e não há possibilidade de fuga, não há volta, não há tempo, as armadilhas do amor me fazem criar estórias, das mais malucas, mas que mantém-me longe de você,
longe desse pensamento.

Eu quero tanto ter-te por perto, há, há ainda em algum lugar forças,
mas mantenho-me acomodada ao receio, sim, e choro, choro, e continuo a chorar por coisas banais e infrutíferas que não me ajudarão, não me fortalecerão, nem ao menos te traram a mim.

Mas assim eu seguirei, protegida talvez do sofrer,
ou protegendo a ti de mim, desse meu eu desconsolado que em nada ajudar-te-á,
privo-te da minha companhia inútil e sem sentido,
mas quero deixar claro, que se é assim que hajo é por amor, e por te amar quero pra ti o melhor.

Deixo contigo meu beijo, um único, mas o mais doce e apaixonado de todos.

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