sexta-feira, janeiro 21, 2011

Os males do sucesso.


Choveu, as poças se encheram durante a madrugada, chorou e não nega, chorou muito de um jeito impessoal e discreto sem manchas no rosto, sem olheiras, sem cabelos desgrenhados,
Não tinha motivo para as crises noturnas a não ser a saudade dos tempos em que todas as atenções eram dela, do tempo em que todos a amavam e a queriam por perto, mas acabou, ela estava sozinha e percebia que nada mais seria igual, nunca mais.
As pessoas não queriam mais conhecê-la como antes, não mais se interessavam por histórias dela, não mais a seguiam e ela estava só, pela primeira vez depois de muito tempo.
Ela viu todas as relações de amor que a cercavam se destruírem e de certa forma a culpa era dela, então ela só podia silenciar diante de tudo isso,
subir no seu barquinho de papel e viajar pra longe, bem longe até se encontrar.

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