domingo, fevereiro 27, 2011

tempos de dança.

 20:30, ela saiu de casa, decidiu que merecia ser feliz, mas no caminho, sem querer, foi envenenada com uma dose de falsidade de um tamanho quase letal. Isso a afetaria de um modo muito forte, seria capaz até de estragar a noite dela.
21:00, ela chegou ao seu lugar de destino, não conseguia sorrir, mas algumas pessoas sorriam pra ela, foram até ternas, mas nada adiantava.
22:30, ela decidiu depois de muito, tentar, apenas, tentar se animar e até teve algum avanço, mas nada muito construtivo, até, de repente ganhar um abraço e ouvir uma voz dizer: "sabe, eu gostei dela assim de cara, de graça.!"; ela tinha que agradecer, olhou pro lado e sorriu, dai então ele não parou mais de tentar tirar dela aqueles sorrisos doces e verdadeiros.
23:02, ela estava saindo da pista, tentando alguns passos tímidos de algum ritmo que mal conhecia, ele perguntou por que ela não dançava e ela disse: "não sei dançar, prefiro só assistir, tenho medo.", ele a olhou fixamente, e sorriu, um sorriso malicioso de quem apronta algo, mas não aprontou nada, até ai, ao menos.
23:32, ela voltou pra pista com as amigas e sentiu que um braço envolvia sua cintura, ela parecia flutuar, estava dançando, e com ele, ela não fazia esforço nenhum, ele parecia conduzi-la com uma facilidade tal que a impressionava, de todo, foi a melhor dança da vida dela, eles sorriam, aliás, foi a primeira dança, porque pra ela tudo recomeçara ali, depois daquele abraço que a tinha por inteira, um abraço diferente de todos os outros, não o melhor de todos, mas o dado com mais carinho, e a surpresa era ter vindo de um "desconhecido".
Ele, de certo modo, conseguiu salvar a noite que ela julgava ter perdido e ela lhe será grata eternamente por isso.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

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Não se importe, alguém sempre vai mentir pra você, dizendo o quão legal você é, o quanto te ama, o quanto você é importante, SEMPRE, em algum lugar haverá alguém que vai te enganar perfeitamente e tirar de você o melhor que você tiver, tudo, sentimentos, bens, tudo de bom a menos.
E depois, quando você estiver no frio, triste e só, dentro de você não haverá nada que te ajude, porque te levaram tudo, me levaram tudo, até a mais ínfima lembrança a qual eu me agarrei com toda a força, e agora não tenho nada, você também não vai ter.
Porque é assim, as pessoas nunca, nunca, ouviu bem? Nunca falam a verdade, cuidado com elas.

E o coração sempre um caco, porque nada mais há que feridas e amargura, igual a cristal, nada consegue colar.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Venha me abraçar.

Venha me abraçar quando estiver de partida, diga que vai sentir minha falta e que vai sempre voltar pra me visitar, mesmo que seja mentira.
Venha me abraçar quando estiver frio, me aqueça, deixe-me te aquecer, diga-me palavras doces, mesmo que enjoem, mesmo que me façam querer fugir, me segure mais forte e mais perto e convença-me a gostá-las.
Venha me abraçar depois de termos estado tristes, venha me abraçar quando sentir saudades, venha me abraçar quando tudo for ilusão.
E mesmo sabendo que tudo acabou, que o encanto não existe mais, venha me abraçar e assim refazer tudo o que tínhamos, sim, eu te gosto, e muito ainda.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Ouça.(:



Ouça o meu silêncio, talvez eu te quisesse também, nesses meus últimos acordes, nessa maior inspiração, deixo claro nesse momento, é minha ultima canção.
Todas as rimas bobas e as frases sem conexão me ligam direto a você, meu ar, minha simples emoção, talvez o tempo todo eu só tivesse medo do que aconteceria depois que ficasse tudo claro e sobre a mesa;
Ouça agora o meu grito, agora eu não consigo mais guardar todo remorso pela escolha errada, por ter deixado passar, ouça, é tão nítido pra você quando pra mim? Eu sofri tanto trazendo isso aqui, eu quis tanto compartilhar e jogar tudo sobre você quando perguntavas se eu estava bem, mas não dava, eu não podia ter escolhido que você pagasse o preço do meu erro, não conseguia me mover, me desculpe.
Eu só preciso que você diga que não me gosta mais, que tu deixou adormecer aquilo que era amor e meu canto acaba, e te deixo então em paz.

#PlayNow:  -Me Diz- Banda Ramirez. *--*
Ouçam. :D

sábado, fevereiro 19, 2011

Para você, do homem que queres amar.

Temo que teu coração se parta, aliás, temo ser a pessoa que o irá fazer ruir, não quero ser o homem que vai roubar teus sonhos, tua juventude e depois, quando tu mais nada tiveres a me oferecer, te deixar.
Temo que ainda que me apaixone por você como prometi, não possa te ser fiel, temo não resistir as outras que passarão no meu caminho quando não estiveres ao meu lado, temo então te fazer infeliz, porque não quero que sintas   o que já senti um dia.

Temo ainda mais que você se apaixone por mim, entenda, estou no auge da minha vida, não quero me prender a ninguém e seria ótimo que você também não quisesse, poderíamos desfrutar de tudo sem maiores sofrimentos posteriores, mas não somos assim e por isso temo, por nós dois, temo por sentimentos que possam vir a acontecer, a sentimentos que possam morrer e temo pelos nossos corações, o meu que é sempre duro demais, e o seu, que não resistirá ao fim.

Por isso te escrevo, pra dizer que antes de tentar qualquer coisa, não quero te ferir, a escolha é inteiramente sua,  mas te deixo claro meus temores, sei que vai me entender e espero que mude de ideia.
Vou esperar você ligar, um grande beijo.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Das diferenças entre ser e parecer. :*

Olhe pra quem estiver mais perto de você, como você o enxerga? E essa pessoa é realmente assim?
Será que aquela garota super produzida é feliz? O que ela esconde depois das sete camadas de corretivo que usa no rosto? E o que há no coração dela?
E será que aquele cara tão simples e com ar abnegado é mesmo tudo isso? O que ele traz no peito? Será que essa abnegação toda não esconde uma desgraça?

É, muitos de nós aparentamos ser o que não somos, nossos olhares mentem, as vontades mentem e tudo mais.
E quantas vezes nós deixamos de conhecer pessoas incríveis por julgar de forma errada? E quantas vezes fomos julgados? Quando deixamos as pessoas provarem que não são o que imaginamos? Só o tempo derruba as máscaras, só o dia-a-dia mostra quem realmente somos a nós e aos outros.

Desde ai vem as diferenças entre ser e parecer, porque tudo que é puramente externo se torna inútil aos olhos de Deus.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Intimidades de um novo amor.![3]

Ele vai embora, e então, como ela vai viver?
Sem vê-lo? Mesmo sabendo que ela é parte da vida dele, que ele não a irá esquecer e que isso tudo foi dito por ele, ela não ficaria bem até que ele fosse dela outra vez, que ele voltasse, que estivesse ali.
O que seria das suas manhãs e tardes sem aquele sorriso, das suas noites sem aquela voz tranquila sussurrando qualquer tipo de coisa boba,
Como seria dos seus aniversários de namoro[que nem existiam]?, como ela respiraria sem dividir o ar com ele?,
ela seguiria, ela sempre seguia, e veria e viveria por fim as intimidades desse novo amor.

Porque a história sempre recomeça.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Intimidades de um novo amor.! [2]

Ele estava brincando com tudo, não é possível que não percebesse o que ela sentia, ela o queria muito, muito, muito e dava pra ver, transparente do jeito que ela era todos os outros amigos já tinham percebido.
Será possível que ele nunca veria, que nunca pararia, isso explicaria a enorme necessidade de atenção dele que ela tinha, explicava a dependência dos abraços, a dependência das palavras, explicaria tudo.
Ela o amava e isso deveria bastar!
Deveria bastar porque ela precisava de um pouco mais de carinho, deveria bastar porque ele não saia da cabeça dela, deveria bastar porque era isso que deveria ser pra os dois, todo mundo diz.
Deveria bastar porque ela só sentia-se melhor perto dele e isso deveria ser recíproco, deveria ser, não é possível que não seja!
Que droga! Ela merece isso a menos, sim, deveria bastar!

Intimidades de um novo amor.!

A uns 15 de Outubro ela o conheceu, se deram bem de cara, ele a fazia rir e ela o fazia refletir, ficaram logo bons amigos, passado um tempo não se viam mais até que ela sem querer foi parar na mesma escola que ele, sim, vocês não tem ideia do quanto ela ficou feliz ao vê-lo ali, cintilou, ficou radiante, depois disso sabia que ele não a deixaria mais e a amizade cresceu, começaram a dividir histórias do passado, sonhos e ela fraca e boba como sempre se deixou levar, apaixonou-se.
De primeiro fugia, se escondia pelos corredores, não atendia as ligações, quando esbarravam sem querer sempre estava com pressa, tudo pra que seu olhar não a entregasse, mas não aguentava a saudade, doía tanto...se ele pudesse ao menos imaginar!
E ela voltou, passou a fingir que não sentia nada, mas morria de ciúmes, cada vez que ele falava de alguém ela morria um pouco e não podia fazer nada, não queria perdê-lo outra vez, pelo menos não assim, se era pra morrer que fosse aos poucos.
Não importava, ela o amava, estando ele limpo, sujo, bonito, feio, feliz, triste, tratando-a bem ou não, e ela só queria ficar por perto, só queria saber que ele estaria ali pra conforta-la quando ela chorasse por amor, mesmo sem saber que era por ele, queria compartilhar cada  momento, fazê-lo feliz da forma que pudesse e só o amava, dedicava-se totalmente a aquele ser que a havia roubado os dias e os devolvido de forma tão doce.
E o medo de perdê-lo era tão grande que ela o feria sempre que podia, pra que assim ele pudesse feri-la e talvez depois disso aquele amor acabasse.