quarta-feira, junho 01, 2011

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 Ele como sempre não bateu na porta para entrar, estava furioso e eu não sabia o que tinha feito e se tinha feito alguma coisa, ele não me ouvia, gritei pra ver se ele me daria atenção e de súbito ele socou a parede, a uns poucos centímetros do meu rosto, sabia que o soco era pra mim e perguntei:
-Você vai me matar?
Ele respirava fundo, parecia ter recuperado o controle. E disse:
-Não mato pessoas importantes.
-Eu sou importante? -repliquei.
-A mais importante de todos, agora., me desculpe.-e se aproximou daquele jeito de sempre, aquele que sabia que me deixaria no mínimo sem condições de dar respostas lógicas as suas perguntas.

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