sexta-feira, junho 24, 2011

Sinceros votos.

Ele era meu, mas nunca estava comigo, fazia sempre questão de ressaltar a distância entre nós e vivia reclamando minha presença, mas como eu sempre fui muito desentendida não dava ouvidos, nem olhos, nem corpo, nem nada; ele me gritava de saudades e eu era surda, surdinha da Silva e nunca fiz muita questão de prestar atenção no que ele queria dizer, até o dia que o telefone parou de tocar, que os e-mails pararam de chegar, que ninguém mais me mandou lembranças dele, então eu vi que o tempo todo eu estava tentando sufocar aquele amor absurdo que eu não teria nunca coragem de revelar.
Meu amor, se você ler esse texto, hoje ou qualquer outro dia da sua vida, saiba que meu silêncio era medo, minha ausência sempre vergonha, e que eu te amo, e não te esquecerei nunca.
Me disseram que você vai casar, te desejo felicidades e que seus filhos tenham bastante saúde, e quem sabe que a sua esposa morra e você volte correndo pra mim; são meus sinceros votos e até mais.

2 comentários:

  1. A gente perde os grandes amores e fica lamentando depois, não é?
    Vai entender as mulheres...
    boa sorte.

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