quinta-feira, junho 30, 2011

Um tal de desejo.

“São duas da manhã e mais uma vez estou sem sono, no ultimo mês tenho dormido muito pouco pensando em todas as maneiras possíveis de colocar um ponto final no que se passa, não sei como lidar com esse desejo enorme que toma conta de mim sempre que penso em você; preciso de você de volta nos meus lençóis, mulher, por quê você faz isso comigo?
Você se insinua, se contraria, diz que sentiu minha falta e diz que me quer por inteiro, não negue, mas venha, tenho a certeza que aquele presente que eu te dei ainda está novo, embrulhado talvez, e eu insisto em te ver com ele, em te ter vestida naqueles trajes vulgares que fazem um contraste perfeito com todo esse pudor que você tem.
Quero mais que nunca sua pele castanha e macia, mais que nunca do meu lado nas noites quentes, e nas noites frias, quero poder te merecer, te pertencer, como na primeira noite.”

E enquanto eu lia aquele e-mail, nada além de corpos entrelaçados e mãos e pés numa confusão profunda e intensa passava pela minha cabeça, pensava nas mãos dele desenhando minhas curvas naquela cama, pensava na maneira que me sentia sem pudor algum quando ele me puxava pra ele, pensava no amarrotado que nossos corpos deixavam no lençol, eu pensava, pensava muito...e ele não faz ideia de quanto isso é perigoso, do quanto ele pode se ferir nesse jogo, tem muito mais que só cobiça, tem minha mente, nossas mentes, duas mentes muito perigosas.

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