quarta-feira, julho 13, 2011

Sobre amigos e flores.

Visitei por esses dias o perfil de uma antiga amiga, digo antiga porque já não temos contato, e por lá encontrei algumas fotos também antigas onde me vejo mais moça, mas não tão feliz ou talvez até infeliz e pensei, é, esses não foram bons tempos, eu sorria mas não era nada de puro.
E por falar em pureza, tem doído tanto continuar tentando, tem doído cada vez mais acreditar nas pessoas e achar que em algum lugar eu poderei confiar em alguém, aliás, a impressão que tenho é que a seca vai começar outra vez no meu jardim e que vou perder as rosas que eu cuidei com tanto amor, vou perder também os vizinhos e vou morar numa rua fantasma, sozinha e enrugada como eu sempre temi.
Mas de verdade não é o que eu quero, quero que minhas rosas fiquem lindas desabrochando numa primavera interna, quero que as flores que trago dentro de mim não morram e que a esperança não murche, eu preciso mais que nunca acreditar. 
E em quem eu vou acreditar se não em mim? - olhei pra janela, e já estava amanhecendo, apaguei a luz e adormeci.

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