sexta-feira, agosto 10, 2012

Suicídio na sala de estar.

Vem e me rouba o sossego,
 Rouba todas as minhas forças e ainda assim eu não me importo,
 Não resisto.

Tola! 
Não existem príncipes ou princesas, 
Ninguém te salvará das garras da bruxa,
Todos querem apenas o que te resta de luz.

Eu temo a escuridão,
Mas nos meus pulsos e olhos se vê o negro
Que envolve-me a aura.

Sob os meus pés não há chão,
Acima de mim, pouco espaço;

Estou entre a mesa e o aparador,
A alguns centímetros do teto.


Sinto meu peso e aos poucos meu corpo padece,
Meus olhos mal posso abrir;
Tenho medo que Deus me renegue.

Estou pendendo no teto,
Para lá e para cá, devagar;
Estou morrendo aos poucos,
Enforcada, na sala de estar.
         Abril de 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário